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        |         O vale do S. Francisco

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RIO S.FRANCISCO

Rio S. Francisco -Jusante da barragem de SobradinhoO Rio São Francisco espalha o progresso e desenha a cultura de um povo, manancial de histórias e encantos. Ele não é apenas um rio. Significa para muitos a própria existência. Para outros, é fonte de diversão e inspiração. Cantado e contado em verso e prosa, de Luiz Gonzaga a Euclides da Cunha, o São Francisco moldou o país, deu vida ao sertão e até hoje ajuda a alimentar os habitantes ao redor do seu curso d''água, e a desenvolver uma terra, em muitos trechos, castigada pela seca. O Velho Chico, seu apelido mais conhecido, é o universo do sertanejo, de lendas e carrancas, de cachoeiras e belezas naturais, de história e poesia. Se o Brasil que está nos mapas tem essa forma deve em grande parte ao São Francisco. Através dele, bandeirantes paulistas e baianos puderam explorar e integrar o centro do país ao litoral. Inclusive, empurrando mais para o oeste a linha que dividia o Novo Mundo entre Portugal e Espanha, o Tratado de Tordesilhas. Por sua rota, cruzaram personagens históricos, como o navegador Américo Vespúcio, Tomé de Sousa, Garcia D''Ávila, os aventureiros Borba Gato e Fernão Dias Paes, invasores holandeses e padres jesuítas. A importância do São Francisco se deve a vários fatores. É o maior rio totalmente brasileiro, com mais de três mil quilômetros de extensão, e o principal da bacia hidrográfica que leva seu nome. Corta cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, delimitando as fronteiras entre os quatro últimos e ainda recebe as águas de afluentes de Goiás e Distrito Federal. Possui um longo roteiro navegável entre a mineira Pirapora e a baiana Juazeiro, além de ter seu potencial energético aproveitado por três grandes hidrelétricas: Sobradinho, Paulo Afonso (BA) e Xingó (SE). O Velho Chico compreende quatro divisões geográficas: alto, médio, submédio e baixo São Francisco. Porém, para quem pretende curtir seu vasto potencial turístico, o rio comporta três zonas que diferem quanto à ocupação na época da colonização, e também em relação ao clima e vegetação, bem como atrativos naturais. São os trechos superior, médio e inferior. O primeiro compreende desde a nascente na Serra da Canastra até Pirapora. É caracterizado pela chegada das bandeiras vindas do vale do Paraíba do Sul e de São Paulo de Piratininga (com o objetivo de encontrar ouro e pedras preciosas), cachoeiras bastante altas, diversidade de fauna e flora e resquícios pré-históricos. A parte seguinte sai do centro de Minas Gerais e corta o oeste, norte e nordeste da Bahia, tendo como limite Juazeiro e Petrolina, na divisa com Pernambuco. Ficou conhecido como Rio dos Currais, pela predominância de fazendas de gado, que abastecia os centros mineradores e Salvador durante os séculos XVII e XVIII. O circuito do médio São Francisco inclui cidades históricas como Januária, a terra da cachaça mineira, Bom Jesus da Lapa com suas grutas e romarias, a pesca farta de Ibotirama, as praias de Xique-Xique, além do lago de Sobradinho e sua aptidão para os esportes náuticos. A partir de Juazeiro, o Velho Chico entra no seu último percurso. Por lá, predominou a ocupação dos jesuítas, que saíam com os índios arrebanhados para construírem missões. A região possui diversidade de encantos. Desde as quedas d''água de Paulo Afonso, construções centenárias em Curaçá (BA), Belém de São Francisco (PE) e Delmiro Gouveia (AL) até o cânion do Xingó, em Sergipe, rota do cangaço e próximo de onde Lampião teria sido morto, a Gruta de Angicos. Lá, o rio ganha uma tonalidade esverdeada, até desembocar no Atlântico, passando antes pelo município alagoano de Penedo, dotado de rico patrimônio arquitetônico. A história do São Francisco é permeada de lendas e causos, transmitidos através de gerações pelos povos ribeirinhos. Em Carinranha, umas das primeiras cidades baianas banhadas pelo rio, conta-se as peripécias de um certo Compadre D''Água, entidade que tem a cabeça preta, dentes de piranha e pés semelhantes aos de pato. De acordo com os pescadores, ele é capaz de se transformar em qualquer coisa, se esconder, virar as canoas e devorar as pessoas. Na Ilha de Miradouro, município de Xique-Xique, os nativos relatam a existência da Serpente Encantadora, que vivia debaixo do altar da Igreja de Santana do Miradouro. Esta, teria sido erguida por um caboclo para abrigar sua mãe, que tinha virado serpente. A cada sete anos, acontece um estrondo na construção e os habitantes são obrigados a rezar o ofício, sob pena de a cobra aparecer e sair destruindo tudo pela frente.

 

 

Voce sabia?

No dia 04 de Outubro de 1501, uma expedição de reconhecimento descia acompanhando a costa brasileira, comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio; vindo desde o cabo de São Roque, chegou à foz do São Francisco. Habitada a região pelos índios, que a chamavam de Opara, os portugueses deram o nome de São Francisco àquele rio, em homenagem ao santo que é comemorado naquele dia.

 

Fonte: www.valedosaofrancisco.com.br

 

 

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O RIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL  

O Rio São Francisco é um rio totalmente brasileiro que nasce na Serra da canastra em MG, a aproximadamente 1200 m de altitude, atravessa o Estado da Bahia, fazendo a divisa deste Estado ao norte com Pernambuco, faz a divisa natural dos Estados de Sergipe e Alagoas e deságua no Oceano Atlântico. É conhecido como "O rio da Unidade Nacional e/ou Rio da Integração Nacional". Segundo fontes governamentais tem uma extensão de 2.830 km. É um rio de grande importância (econômica, social e cultural) para os Estados que atravessa. Folcloricamente, é citado em várias músicas (chamado popularmente de "Velho Chico") e há muitas lendas em torno das carrancas (entidades do mal) que até hoje persistem. Os trechos navegáveis estão no seu médio e baixo cursos. O maior deles, entre Pirapora e Juazeiro-Petrolina, com 1.371 km de extensão, pode ser analisado em três subpartes, devido a algumas características distintas de seus percursos. O primeiro subtrecho, que se estende de Pirapora até a extremidade superior do reservatório de Sobradinho, próximo à cidade de Xique-xique, tem 1.074 km de extensão. No médio São Francisco, a navegação é exercida pela FRANAVE, com frota de comboios adequada às atuais condições da via. As principais mercadorias transportadas são cimento, sal, açucar,arroz, soja, manufaturas, madeira e principalmente gipsita. No baixo e médio São Francisco, promove-se o transporte de turistas em embarcações equipadas com caldeiras a lenha.

 

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